Nossa História

Nossa história!

 

Eu sou o Jesse, em 2017 entediado e cansado de apenas sobreviver trabalhando de 8 à 10 horas por dia dentro de um shopping em Balneário Camboriú decidi que a vida é mais do que ficar só esperando. 

 

Queria fazer algo novo, algo diferente, algo que fizesse meu coração vibrar, que eu lembrasse alguns anos à frente e me fizesse sorrir do nada, apenas com a memória de que a minha vida valeu a pena ser vivida.

 

Me inspirei através do Facebook, no grupo Mochileiros encontrei vários relatos de pessoas que viajam o mundo, sem muita grana, esse detalhe virou uma chave, porque definitivamente eu não tinha grana - de repente viajar começou a se tornar possível e a liberdade pela qual eu sempre busquei estava fazendo o sangue correr mais rápido nas minhas veias, esse foi o impulso - a busca pela liberdade.

 

Não pensei muito, não fiz planos a longo prazo, éramos eu,  Shurastey e o fusca Dodongo, pedi demissão do emprego, vendi TUDO o que eu tinha, microondas, tv, e minha única  diversão da época um XBOX ONE. 

Em três meses eu organizei tudo, ou pensei que organizei, pois é só na prática que a gente aprende, comprei caixa térmica, cadeira, miojos, bolachas, algumas coisas que achei necessárias para viver dentro do  fusca e viajar por aí com meu cachorro e companheiro de viagem o Shurastey.

 

A ideia era descer para Argentina, até o lugar chamado "fim do mundo". Eu só queria viajar, conhecendo os países, até o dinheiro acabar. E quando acabasse, trabalharia onde precisasse para seguir viajando.

 

No dia 06 de maio de 2017 nossa jornada começou. Na primeira noite, já rolou a primeira experiência com cara de perrengue, pois eu não tinha um plano, eu me joguei, dormimos dentro do fusca, em um posto de gasolina de Florianópolis - prática que se repetiu inúmeras vezes pelo caminho.

 

No dia 15 de junho de 2017 chegamos no Ushuaia, lembro como se fosse hoje a emoção foi tamanha não tenho como descrever com palavras - 7.000 quilômetros rodados, vivências incríveis, inesquecíveis que eu jamais encontraria dentro de um shopping.

Foi a emoção mais forte até hoje. Eu não tinha feito nada tão extraordinário na minha vida e ter chegado e vencido todas as dificuldades, principalmente dos últimos 220 quilômetros debaixo de neve e com gelo na pista, foi incrível. Desci do carro, dei um berro tão alto e forte para aliviar toda tensão, que policiais vieram perguntar o que estava acontecendo. Respondi que estava feliz e eles foram embora dando risada.

 

Fiquei no Ushuaia uns 20 dias, hospedado na casa de Javier, um argentino que costuma ser anfitrião de aventureiros. Foi ele quem me mostrou o projeto de outro aventureiro que havia chegado no Alaska de Kombi, aí a adrenalina foi disparada e meu próximo destino foi decidido assim, só não tinha noção de como fazer o roteiro e arrecadar dinheiro para seguir adiante.

 

A grana inclusive, estava acabando, o Dodongo pedia socorro, ajustes no motor etc. De volta ao Brasil, com R$ 300,00 na carteira, eu vi uma nova oportunidade de fazer dinheiro, estava com 35 mil seguidores no instagram as pessoas se inspiravam em mim, queriam me encontrar pelas cidades que eu passava, me conhecer, conhecer o Shurastey, foi incrível pois além de viver minha vida como sempre busquei, eu motivava as pessoas, tantos perrengues, tantas dificuldades, mas nunca desisti, o desespero nunca me pegou e por todos os lugares que passei fui acolhido pelas pessoas, alguns com palavras de incentivo, outros com admiração, algumas vezes um rango, um banho, tantas coisas, mas sempre, sempre estive amparado.

 

Então, comecei a fazer encontros nas capitais, onde também vendia adesivos, bonés, canecas, almofadas a quem quisesse colaborar com o projeto, foi incrível, todo mundo curtiu a ideia e assim eu segui fazendo grana por algum tempo, os encontros pararam quando eu saí do país, mas a venda de adesivos continuou e ainda segue aqui no meu site.

 

1ª fase: ao fim do mundo

 

Eu, Jessé Koz , Shurastey e Dodongo saímos de Santa Catarina, sentido sul. Passamos pelo Rio Grande do Sul antes de entrar no Uruguai, seguido por Argentina e, por fim, Ushuaia. Voltamos pela Argentina, depois Paraguai, entramos no Brasil por Foz de Iguaçú e fechamos o roteiro em Curitiba, depois de, aproximadamente, 15.000 quilômetros rodados.

 

2ª fase: o Brasil de ponta a ponta

 

Em novembro de 2017, deixamos  a capital paranaense rumo ao Rio Grande do Sul, onde ficamos até fevereiro de 2018. De lá, subimos toda a costa brasileira até Belém, no Pará, passamos também por Minas Gerais. Foram quase 11 meses e em torno de 25.000 quilômetros de estrada.

 

3ª fase: aventura latino americana

 

Saindo de Belém, em janeiro de 2019, com destino ao Maranhão, seguimos para Tocantins, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul, até atravessar para Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Guatemala e México. Na última rota, foram mais de 20.000 quilômetros percorridos.

 

Shurastey or Shuraigow?

 

Qualquer semelhança sonora do nome do  Shurastey com a música "Should I Stay or Should I Go?", da banda The Clash, não é mera coincidência. Aliás, o nome do projeto como um todo, "Shurastey or Shuraigow?", é uma brincadeira com o sucesso dessa música, que nos lembra que estamos sempre fazendo escolhas.

 

O Shurastey chegou na minha vida em 2016, foi aí que eu comecei a ver a vida de outra forma, ele  é um superparceiro: adora entrar na água, seja em rios, cachoeiras ou praias. Também ama correr, rolar e até ter o corpo "enterrado" na areia. Às vezes, dorme na barraca, mas geralmente fica fora do carro, super  companheiro: se vou fazer uma trilha, ele vai junto; se entro no mar, ele também vai. Quando acordo, está me esperando, está sempre ao meu lado. 

 

Ele é peça-chave dessa aventura. Acho que se estivesse sozinho, sem ele, já teria parado, porque a parte emocional pega muito - apesar de ser vendedor e conversar com os clientes, na parte social nunca fui muito de conversar  com ninguém e o Shurastey me dá esse suporte emocional. Acho mais, se estivesse sem ele, talvez eu não tivesse começado.

 

Dodongo, minha casa móvel.

O nome do fusca faz referência á uma memória da minha adolescência, Dodongo é um personagem quase  indestrutível de "Legend of Zelda" e inspirou o batismo do meu fusca 1300 cilindradas, ano 1978, adquirido no início de 2017, que já encarou desertos de areia e de sal, neve, rios, florestas e todo tipo de estrada de terra e asfalto, agora eu vejo, meu fusca é indestrutível.

 

Quando o comprei, não tinha intenção de viajar, bom era o único carro que eu tinha, então é com esse que eu vou. Tanto que Dodongo não apresentava a estrutura atual no início da viagem. A primeira intervenção foi a construção de um dos três baús atuais apenas em Punta Arenas, no Chile.

 

Hoje o Dondongo tem reservatório de água potável, geladeira  e chuveiro para os banhos. Em cima dele fica a barraca, resultado de uma parceria feita depois que voltamos do Ushuaia, a estrutura é montada e desmontada em menos 5 minutos.

 

Depois de dois anos e meio de muita estrada, de muita vida, Dodongo foi completamente reformado no México, na cidade de Pachuca de Soto, desde novembro de 2019 - os custos foram cobertos com o dinheiro arrecadado em uma grande rifa realizada entre os meus seguidores.

Toda a reforma estava prevista para terminar em abril de 2020, eu e o Shurastey ficamos morando dentro da oficina e participamos de todo o processo da reconstrução do Dodongo.

 

Ele está de cara nova, mais seguro e reforçado, para aguentar tudo o que vier pela frente. Afinal aventureiros não andam só em estradas asfaltadas, então tem que estar preparado para encarar pirambeiras e entrar em lugares que não era para entrar. Pois é ali que estão as melhores paisagens e experiências, que eu gosto de buscar. Minha expectativa era chegar ao Alasca em setembro de 2020. A partir dali, não há roteiro definido: pode ser que a aventura continue pela Europa e pela África, mas também é possível que retornem ao Brasil.

 

Ajuste na rota

 

Porém, não só de objetivos pessoais vive o homem, houve uma pandemia MUNDIAL : COVID19 que adiou um pouco meus planos.

Em setembro de 2020 depois de meses parados no México nós retornamos ao Brasil, estamos dependendo da reabertura da fronteira terrestre entre México e EUA para pegar o Dondongo e cumprir nosso desafio de chegar ao Alaska.

Minha estimativa era para mais 4 anos de viagem, vivendo dentro do fusca. Com o Dondongo reformado, mais confortável e oferecendo mais segurança, só a pandemia pode nos segurar.

 

Agosto de 2021

 

Há quase um ano no Brasil, muita coisa aconteceu e nada aconteceu ao mesmo tempo. Todo mundo foi de alguma forma impactado pela pandemia e teve que se adaptar, se reinventar. Eu apareci pouco no instagram, fiz poucas postagens, porém tenho motivos secretos, estive trabalhando nos bastidores, logo logo vocês vão saber de todas as novidades.

Tem muitos projetos rolando, um deles é que, em poucos dias, vamos rodar o Brasil a bordo da Kombi Bulma em busca de novas aventuras, em busca das esferas do dragão. Os outros eu vou contando na sequência.

 

É isso meu povo e minha porva, tem muita coisa boa chegando tenho certeza que vocês vão curtir!

 

 


 

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Jesse Koz

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